domingo, 16 de maio de 2010

Vem dançar,

Vem dançar


Esse filme gira em torno de um profissional de danças que se voluntaria para ensinar no sistema de ensino público de nova York. Mas quando seu modo clássico bate de frente com os instintos de hip-hop de incontido nos alunos, ele se junta a eles para criar um novo estilo de dança e se tornar o mentor dos alunos durante o processo.






Esse filme é nada mais nada menos nós mostra que das tantas praticas corporais que existe na Área de educação física, nós futuros professores de Ed física, temos uma vasta formas de trabalho, diversificada, assim temos uma ruptura no sistema e como diz Valter bracht, o capitalismo só favorece o há burguesia. enfim a educação física tem uma variação muito grande, assim usando o lúdico de brincadeira mostrando uma que há uma nova forma de trabalho na pedagogia esportiva quebrando paradigma da visão da Ed física.

exemplo de Pierre ( bailarino interpretado por Antonio Banderas) devia ser seguido por muitos profissionais, pois a arte tem o poder de resgatar o indivíduo como cidadão, além de trabalhar a sua auto- estima através do despertar de valores. Eu Li que este filme inspirou várias escolas norte-americanas e sei de um caso no Brasil, onde uma escola pública adotou a dança como um recurso pedagógico.



A dança e a sociedade estão sempre imbricadas. Não há como falar da dança sem percorrer a grandeza de sua trajetória ao longo dos anos, nem deixar de falar do homem, da sua corporeidade e necessidades.
OliveiraV. (2001, p.14) menciona que:

"Uma das atividades físicas mais significativas para o homem antigo foi a dança. Utilizada como forma de exibir suas qualidades físicas e de expressar os seus sentimentos, era praticada por todos os povos, desde o paleolítico superior (60.000 a.C.)."


A dança além de ser uma forma de expressão corporal Ela tem um valor muito grande e quebra grandes paradigmas De acordo com o autor, a dança tanto tinha características lúdicas como ritualísticas, em que havia manifestações de alegria pela caça e pesca ou dramatizações pelos nascimentos e funerais.


Nanni (2003, p.7) confirma isto quando cita que:

"As danças, em todas as épocas da história e/ou espaço geográfico, para todos os povos é representação de suas manifestações, de seus 'estados de espírito', permeios de emoções, de expressão e comunicação do ser e de suas características culturais."

As diferenças entre os alunos da academia de dança que tinhas os alunos. pela sua própria cultura dos alunos que gostam mais do hip-hop e o professor Pierre (bailarino interpretado por Antonio Banderas) vem com as musicas clássicas há uma rejeição da parte dos alunos que infelizmente e totalmente natural, mas com ótimo trabalho e mostrando aos alunos que ele tem seu valor e através da dança ele vão mudar seu cotidiano, como a dança recuperam sua alta estimas.
assim não tendo a exclusão mais a inclusão social dos alunos.
fora que eles no decorrer do processo de trabalho montrão muita criatividade em peformace de danção e também modificando a forma de dançar tradional, e o som a musica classica fundido com o hip-hop.
Portanto, o conhecimento de si mesmo e da dança passa pela necessidade de conhecer sua própria história e manifestações culturais de seu povo.

Neste sentido a dança sempre visou o mesmo fim: a vida, a saúde, a religião, a morte, a fertilidade, o vigor físico e sexual, também permeando os caminhos terapêuticos e educacionais, estabelecendo assim, uma diversidade interessante para esta manifestação.

É fundamental para este homem, que partiu de nômade a sedentário, ainda oprimido pelo tempo e espaço, pelas situações cotidianas, vislumbrar-se com uma dança que possa ser democrática, rompendo com a idéia de que a dança "é privilégio de alguns" (GARIBA, 2002, p.2); e, de que é necessário uma técnica específica. Entende-se que o mais importante é ser capaz de compreender a dança como "um modo de vida, de existir" (GARAUDY, 1989, p.7)





Os alunos que eram excluídos da própria escola, incorporado a dança tento uma maior sociabilização. Essa compreensão do movimento através da dança pode estar associada ao universo pedagógico da Educação Física, pois a dança além de atividade física é, de acordo com Ferrari (2003, p.1), " educação", sendo indispensável para que o indivíduo entenda o que e porquê fazer o movimento, pois o movimento expressivo antes de tudo deve ser consciente. 

Ao fazer alusão ao movimento consciente, Oliveira V. (2001, p.96) aponta que:

"É importante que as pessoas se movimentem tendo consciência de todos os gestos. Precisam estar pensando e sentindo o que realizam. É necessário que tenham a 'sensação de si mesmos', proporcionada pelo nosso sentido cinestésico (...), normalmente desprezado. Caso contrário, estaremos diante da 'deseducação física'. "




Desta forma, esta consciência situa o homem como um ser no mundo e esta interação de acordo com Nanni (1998, p.8), é "imprescindível para que o ser humano se torne sujeito de sua práxis no desvelar a sua realidade histórica, através de sua corporeidade."

Buscar uma prática pedagógica através da dança mais coerente consiste em possibilitar ao indivíduo expressar-se criativamente, sem exclusões, tornando esta linguagem corporal transformadora e não reprodutora.

Neste contexto Nanni (1998, p.8) tem a visão de que é a partir do processo criativo, desenvolvido pela dança na escola, que o indivíduo se emancipa, " (...) a criatividade possibilita a independência a liberdade do ser pela autonomia e emancipação."

A dança então pode ser uma ferramenta preciosa para o indivíduo lidar com suas necessidades, desejos, expectativas e também servir como instrumento para seu desenvolvimento individual e social.




Dançar nunca foi uma qualidade minha mais ao assisti esse filme deu uma vontade de balançar o esqueleto, sério mesmo...
  
Referências bibliográficas


OLIVEIRA, V. M. de. O que é Educação Física. São Paulo: Brasiliense, 2001. P.14-96.

NANNI, D. Dança educação, pré-escola a universidade. 2 ed. Rio de Janeiro: SPRINT, 2003. P.7-79.

NANNI, D. Dança educação, princípios métodos e técnicas. 2. Ed. Rio de Janeiro: SPRINT, 1998. P.8-

GARIBA, C. M. S. Personal Dance: Uma Proposta Empreendedora. 2002.133f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)-Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

GARAUDY, R. Dançar a vida. 5 ed. Rio de Janeiro: Fronteira, 1989. P.7-

FERRARI, GB Por Que Dança na Escola? Disponível em: http://www.fef.ufg.br/texto_pqdanca_na_escola.html, acesso em: 6 de

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