domingo, 16 de maio de 2010

Corpo, Jogo, Luta

Capoeira



O corpo, a luta e o jogo na capoeira

Jose Milton ferreira da silva

Falar de capoeira hoje, no Brasil ainda provoca durabilidade interpretativas, pois a capoeira tanto pode se referir Amato rasteira, cestos de aves, jogo atlético ou luta corporal.

O corpo e a capoeira tiveram influências e assimilações importantes no decorrer do processo histórico o corpo é principal fenômeno para a estruturação da capoeira, isto é, o corpo,quando ausente,impossibilita há noção da capoeira com jogo e luta.

Capoeira é dança e luta brincadeira e combate Mandingueira e objetivo, malandra e vadia: a copeira é a resistência de um povo integrado a massa,e a cultura,Ê raça ,enfim, é o fenômeno do inacabado.
A capoeira tem sua origem, ou pelo menos seus primeiros sinais de luta no Brasil colônia há quais os negros descobriu em seus corpos um grande aliado para extrapolar seus sentimentos expressar corporalmente sua indignação.
Segundo Platão, em seu entendimento “a capoeira era usada como forma de expressar seu sentimentos e pensamentos na expressão do seu corpo já que eles não tinha como se expressar verbalmente, e usavam o corpo como essa pratica de capoeira.
Por muito tempo e muitos combates, os negros deixaram na memória a eficácia dos corpos ágeis e, astutos e flexíveis resistindo o corpo contra os malfeitores.

Na capoeira o corpo é o intrusmento-mor para a pratica da arte-luta. Podemos dar a copeira o corpo com a sua própria identidade, pois todos os gestos e movimentos corpóreos quer mostrá-lo e caracteriza La como arte do corpo antes de tudo.

Na capoeira de angola é muito comum o termo brincadeira, pois nela a luta está sempre camuflada por um jogo, dança mandinga vadiagem.




O jogo da capoeira não esta centrado sobre estrutura racional e pedagógica em que tudo já este determinado nas pelo contrario, esta provida da espontaneidade, de corrente da situação. O jogo acontece do improviso com um barco que balança conforme o agito do mar.




“Também segundo Huizinga:” o jogo precisa ter um espaço e tempo definido para ocorrer. No jogo existe alguma coisa “em jogo” que trance de as necessidades imediatas da vida e confere um sentido á ação. Todo jogo significa alguma coisa. Não se explica nada chamado “instinto” ao principio ativo que constitui a essência do jogo; chama-lhe “espírito” ou “vontade” seria dizer desanimado Seja qual for à maneira como o considere, o simples fato de o jogo encerrar um sentido implica a prensa de um elemento não material em sua própria essência.

A capoeira negra é um jogo sem leis, logo sem métodos, para que cada momento se preenchido por um novo gesto.



O capoeirista utiliza seu corpo com a tocaia para seu adversário através da expressão facial.

A capoeira regional surge mais direcionada ao domínio do próprio corpo com formas mais apuradas para a luta. Com o interesse da integração dos capoeiristas às classes sociais.




Para abordar a luta do negro em obter um espaço na construção social durante o período imperial da nação brasileira, é preciso que interpretemos a capoeira em sua ambigüidade, buscar uma representação tendo em vista suas denominações, ou seja, luta, dança, jogo, brincadeiras, etc.
A Capoeira assume várias concepções, o que amplia o seu leque de intervenção e utilização. Para muitos a Capoeira é dança, jogo, luta, defesa pessoal, arte, educação, cultura, lazer, terapia, folclore, ginástica, desporto, história, filosofia - de vida - e até religião. A Capoeira é a soma de tudo isso, e não pode ser compreendido com estes elementos separados, o que reforça e demonstra as multifaces desta.




Segundo Izabel Cristina de Araújo Cordeiro: “a Capoeira hoje, vem sendo utilizada tanto como conteúdo de aulas de Educação Física, Lazer, quanto como formação de atores, terapia, entre outros”. (CORDEIRO, 1992, p. 2).
De acordo com Luiz Silva Santos:

Outros fatores que também estão inerentes no jogo da capoeira são os aspectos folclóricos, defesa pessoal, arte, dança esporte e cultura. Estes aspectos devem ser respeitados e valorizados, tanto pelo seu teor educativo, como por caracterizarem a capoeira como atividade genuinamente brasileira (SANTOS, 1990, p. 13).

Hélio Campos, o Mestre Xaréu, afirma que a riqueza da Capoeira está nas suas várias formas:
A riqueza está nas várias formas de ser contemplada, onde o aluno poderá assimilar e atuar nas linhas com as quais mais se identifica: capoeira, luta, dança e arte, folclore, esporte, educação, como lazer e filosofia de vida (CAMPOS, 1998, p.21 e 22).
SILVA MELLO ressalta a pluralidade da Capoeira em seu universo simbólico e motor:

Em seu universo simbólico e motor encontramos elementos, tais como a musicalidade, a religiosidade, movimentos acrobáticos, dentre outros, que a tornam bastante peculiar. A capoeira é plural, e nela o lúdico e o combativo interpenetram-se, caracterizando-a como jogo, luta e dança (SILVA MELLO, 2002, p. 01).





Referências bibliográficas



CORDEIRO, Izabel Cristina de Araújo. Bota a Mandinga ê... A Esportivização da capoeira em questão. Campinas: Universidade Estadual de Campinas – Faculdade de Educação Física, 1992.

SILVA MELLO, André Da. A história da capoeira: pressuposto para uma abordagem na perspectiva da cultura corporal. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA, ESPORTE, LAZER E DANÇA, VIII., 2002, Ponta Grossa, PR. As ciências sociais e a história da educação física, esporte, lazer e dança. Anais... Ponta Grossa, PR: Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2002.

SANTOS, Luiz Silva. Educação: Educação Física: Capoeira. 1ª edição, Maringá: Fundação Universidade Estadual de Maringá, 1990.

Huizinga, Johan (1999). Homo ludens. São Paulo. Perspectiva.

João Batista Freire. O jogo: entre o riso e o choro. - campinas, SP:

A Linguagem do Corpo na Capoeira - Da Silva, José Milton Ferreira.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

PLATÃO. Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Coleção Os Pensadores). P. 61-134

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