Tivemos uma aula esporte aventura o skate e o Le Parkour vimos as possibilidades de ter outras atividades de trabalhar na escolas com os alunos assim trazendo novas vivencia corporais, esportivas, mais não só necessariamente trazer o esporte aventuras pra aulas de educação física, a questão do espaço, o material, e a segurança, assim sempre priorizado o bem estar dos alunos. A contemporaneidade vem evidenciando o surgimento ininterrupto de novas possibilidades de práticas físicas, dentre elas aquelas ligadas à natureza. Nesse sentido, as atividades de aventura surgem em decorrência de uma série de fatores no contexto social como a racionalização do tempo, configuração atual do trabalho, necessidade de expressão e mudanças no ser humano, (re) encontro com o meio natural, prática física, contemplação, superação dos próprios limites, lazer, experimentarem sensações de prazer e ou liberdade, enfim atributos relacionados à promoção da saúde e qualidade de vida (PAIXÃO, 2009).
Atividades de aventura, educação ambiental e Educação Física escolar
Os PCN’s (1998) recomendam uma Educação Física que extrapole suas atividades curriculares, e que vise a construção de uma escola comprometida com a transformação social que favoreça o conhecimento crítico da realidade. É nesse sentido que o trabalho com as questões ambientais nas aulas de Educação Física escolar a partir das atividades de aventura se apresenta como uma proposta instigante no currículo da Educação Básica.
Ao se pensar as atividades de aventura como parte integrante dos conteúdos da Educação Física escolar, tomaremos às idéias de Darido (2005, p.65) ao afirmar que “... quando nos referimos a conteúdos, estamos englobando conceitos, idéias, fatos, processos, princípios, leis científicas, regras, habilidades cognoscitivas, modos de atividade, métodos de compreensão e aplicação, hábitos de estudos, de trabalho, de lazer e de convivência social, valores, convicções e atitudes”.
A organização didático-pedagógica de um determinado conteúdo – neste caso, a ênfase recai sobre as atividades de aventura e suas diferentes modalidades – irá demandar do professor conhecimentos e habilidades que se configuram no domínio deste no processo instrucional, haja vista a sua completa assimilação e compreensão1 por parte do (a) aluno (a). Nesse sentido, o conteúdo, na perspectiva de Coll, Pozo, Sara bia e Valls (2000), organiza-se a partir de três dimensões classificadas como conceitual procedimental e atitudinal.
A dimensão conceitual refere-se ao que o aprendiz deverá aprender em termos de conceitos e fatos relacionados a um determinado conteúdo, como por exemplo: compreender a evolução das atividades de aventura como possibilidade de lazer e competição na natureza, contextualizar as modalidades existentes, enfocando, por exemplo, sua evolução, potencialidades e possíveis impactos no meio natural na contemporaneidade; conhecer as diferentes denominações atribuídas às atividades de aventura e especificidades para a sua prática em diferentes ambientes naturais; e perceber as práticas de aventura no meio natural como espaço para diferentes manifestações expressivas humanas.
A dimensão procedimental diz respeito ao que se deve saber fazer diante de uma situação concreta da prática de um determinado conteúdo, como: executar os procedimentos específicos de uma modalidade de aventura e relacioná-los com fatores de ordem cultural, social e emocional ligados a ela; vivenciar fortes emoções, vertigem, sensação do risco e adrenalina propiciados pela prática de uma modalidade nos diferentes ambientes naturais em que se efetiva; e adquirir os princípios essenciais para a prática de uma modalidade, como procedimentos de segurança, utilização correta de equipamentos, entre outros.
A dimensão atitudinal refere-se ao que se deve ser, efetivada pela atitude do indivíduo em seu meio. Tem-se a compreensão da natureza numa perspectiva que ultrapassa a visão de simples cenário no qual ocorrem as atividades de aventura, mas também na urgência de valores e atitudes no sentido de preservá-la como bem comum; respeitar os limites corporais quando na realização das práticas físicas de aventura no meio natural; e vivenciar as modalidades tendo como princípios balizadores da prática atitudes de interação, solidariedade e companheirismo.
Embora o profissional possa priorizar uma dimensão em relação às demais, nota-se que no decorrer do processo ensino-aprendzagem, essas dimensões muitas vezes ocorrem de forma imbricada, o que dificulta a distinção entre elas. No entanto, o seu conhecimento e sua consideração são essenciais para a assimilação dos aspectos e valores referentes a uma dada modalidade pelo (a) aluno (a).

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